Como Foi – Cut Copy

Cut Copy no Circo Voador

Produção caprichada para o Cut Copy - Créditos: Bira David/Partybusters

Sábado, 22 de Outubro de 2011 e o Cut Copy fez sua aguardada apresentação no Rio de Janeiro no Circo Voador.  Os australianos eram esperados não só pela inédita apresentação em terras brasileiras, também por estarem a todo vapor, tendo lançado este ano o álbum Zonoscope, além do fato que o show estava marcado para Abril, mas por conta dos transtornos causados pelo vulcão chileno Puyehue, acabou sendo cancelado bem como o restante da turnê brasileira.

Não sou entendido em Cut Copy, só conheço pra valer Hearts on Fire e Drop The Bomb, uma faixa que eu já sabia que dificilmente entraria no setlist, e não entrou. O setlist acabou privilegiando as faixas de Bright Like Neon Love e In Ghost Colours, deixando o mais recente Zonoscope um pouco de lado, o que se provou acertado diante da recepção morna do público para as faixas do álbum mais recente.

Dan Whitford é um frontman com boa presença de palco e literalmente suou a camisa para entreter o público. O guitarrista Tim Howey demonstrava também muita empolgação, especialmente nas faixas em que ajudava na percussão.

Banda suou a camisa literalmente - Créditos: Bira David/Partybusters

Mas se por um lado havia competência e empolgação, por outro o show acabou sendo notadamente burocrático. Whitford lançou mão do manjado expediente de arriscar um “Tudo bem?”, que eu confesso não saber até que ponto a galera realmente se empolga ou se grita por pura etiqueta de animação e incentivo por reconhecer o esforço do artista. Howey subiu na bateria durante uma das músicas, e com uma pandeirola acertou uns golpes no prato, o que não pareceu impressionar tanto. Whitford até lembrou que o discreto baxista Benjamin Browing estava fazendo aniversário, mas não colou.  

As músicas, na maior parte bem executadas, davam um clima de pista de dança pro Circo Voador e a caracterização do palco ajudava muito também: em alguns momentos a iluminação me lembrou um show do My Bloody Valentine, naturalmente mais elaborada, e em outros momentos dava um clima de rave. Alguns hits levaram o público a momentos bem intensos, mas não o bastante para manter o pessoal na mão por muito tempo.
 
O bis com faixas mornas já contava com um público disperso, que se dispersou ainda mais depois de um segundo bis, de gosto muito duvidoso. Alguns pedidos para o público dançar, brevemente atendidos, mas faltou aquela química entre o competente Whitford e o público.

No final das contas foi um bom show, mas ficou um consenso de que não foi nada fora de série. O que por um lado é naturalmente desapontador, mas por outro é um claro sinal do novo panorama de shows no Rio de Janeiro que deixa o público mais exigente ao passo que atrações internacionais se tornam mais frequentes.

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