Como Foi – The Kills

The Kills

The Kills / Crédito: http://www.ihateflash.net

 

Tá aí uma banda de considerável peso. Lembro de ter dito durante a semana que passou para um colega (coxinha) de faculdade que iria ver o The Kills e emendei dizendo que “ninguém conhece”, quando uma colega mais antenada me interpelou dizendo que conhece. Na porta do Circo Voador, conversando com uma amiga, ela disse que ninguém conhece The Kills e discordei. Questão de perspectiva – para a galera mais ligada, The Kills é quase uma unanimade, com a qual nunca me liguei e a síndrome de underground (que eu reconheço ter) talvez explique isso.

O show da dupla formada pelas figuras ímpares de Alison Mosshart e James Hince, “VV” e “Hotel” para os íntimos, foi uma ótima oportunidade para tirar impressões definitivas sobre a banda. No popular, foi a vera. E a sensação que me ficou é a de que a banda se limita muito a uns poucos timbres e fazem “variações sobre o mesmo tema”- muito barulho e pouca criatividade.

Mas a preferência musical não serve de argumento para tirar o mérito da apresentação, mais uma viabilizada pelos cariocas empolgados através do Queremos. Um dos motes citados pelas mentes por trás do projeto de crowdfunding é a idéia de criar uma cultura no Rio de Janeiro de se assistir shows sem necessariamente ser fã da banda. E muita gente embarcou nessa idéia, mas no show do The Kills em especial a tendência do público foi diferente.

Mesmo shows que lotaram mais não tinham fila de gente esperando para entrar, o que ocorreu neste caso. Foi inevitável pensar num primeiro instante “Nossa! Tem fãs aqui!” para depois lembrar que isso é algo normal. E foi um pessoal que agitou bastante o show, e se engajou, com direito a balões pretos durante Black Baloons.

Show muito bem produzido, extremamente bem executando. A dupla não deixa na mão na hora de executar as faixas, Alison se entrega no palco demonstrando muita energia, mas o destaque fica por conta de Jamie. Mais contido que a colega, mas sem medo nenhum de interagir com o público e tirando aquela onda de quem empunha uma guitarra com a maior naturalidade.

No final das contas, minhas reticências com o som da banda continuam, mas o respeito aumentou muito diante de uma apresentação impecável.

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